sexta-feira, 25 de maio de 2012

"A filha do mal"

Atualmente, uma fórmula que está saturada no cinema é àquela que fez sucesso em “A Bruxa de Blair” (1999), em que os realizadores utilizam a linguagem do documentário experimental a partir de imagens achadas para dar uma atmosfera hiper-realista à narrativa. De lá para cá, algumas produções do gênero tentaram repetir a façanha e somente “A filha do mal” conseguiu obter certo êxito crítico.

Os principais atrativos são os exorcismos, um dos temas mais cools, batidos e assustadores da sétima arte. A trama, inspirada em fatos reais (mais um argumento para assustar o público), fala de uma mulher que decide rodar um documentário sobre a insanidade de sua mãe, que havia matado três pessoas durante um ritual exorcista. Para descobrir a verdade, Isabella (bem interpretada pela brasileira Fernanda Andrade) e sua equipe de filmagem vão à Itália para investigarem o caso e se envolvem numa série de eventos demoníacos.

Esse estilo, que também é visto em “Cloverfield”, “Atividade Paranormal” e “Apollo 18”, é, de certo modo, incômodo, pois há sempre imagens trêmulas (às vezes pouco nítidas), o tamanho de tela é reduzido e ângulos de câmeras podem desagradar por simular amadorismo. No entanto, se o objetivo do filme se cumpre, essas características se tornam contagiantes, caso contrário, o longa pode ficar insuportável.

De fato, “A filha do mal” se mostra eficientemente amedrontador ao coreografar as cenas de terror. As bizarrices e os elementos paranormais das sequências impressionam pelo realismo e garantem bons momentos de tensão e sustos, méritos para o diretor e roteirista William Brent Bell (“Stay Alive - Jogo Mortal”) que comanda a produção.

O que pode deixar o espectador impaciente é a ‘falta de um final’ (se são imagens resgatadas, não há uma conclusão) e a demora nas aparições ‘exorcísticas’. No geral, o resultado é satisfatório e cumpre o que promete. E o sucesso é real: os discretos um milhão de dólares de orçamento se tornaram assustadores US$ 101 milhões de faturamento nas bilheterias ao redor do mundo.

A filha do mal (The Devil Inside)
EUA, 2012 – 83 minutos
Terror
Direção: William Brent Bell.
Roteiro: Matthew Peterman, William Brent Bell.
Elenco: Fernanda Andrade, Les Mahoney, Talyan Wright, D.T. Carney, Preston James Hillier, Brian Johnson, Ionut Grama, Bonnie Morgan, Evan Helmuth, Simon Quarterman, Suzan Crowley, Suzanne Freeman.
Trailer: clique aqui
Cotação: * * * *

quarta-feira, 23 de maio de 2012

BD "2 Coelhos"

Breve crítica

“2 Coelhos” é uma mistura de estilos, linguagem e de ideias e ações inéditas no Brasil. O aspecto técnico nada convencional por aqui e a criatividade narrativa surpreendem. O longa ainda costura referências de Quentin Tarantino e Guy Ritchie em um cenário pop repleto de efeitos gráficos, tiroteios e explosões. A produção não só inovou no uso de elementos técnicos, mas deu um fôlego a mais para o cinema tupiniquim ao demonstrar que podemos fugir da ‘canastrice novelesca’ e fazer bons filmes de ação no país. Que venham os próximos!


Análise do blu-ray

- Positivo: apesar da falta de áudio 7.1, o 5.1 atende bem e a imagem, captadas de câmeras digitais de alta definição, impressiona pela nitidez e é apropriada para HD. Há, também, um bom making of de 15 minutos.

- Negativo: para um filme que fez história no cinema brasileiro (será referência no bom uso de efeitos visuais e câmeras de alta definição que permitem trabalhar com tomadas lentas perfeitas de 1000 quadros por segundo), o blu-ray carece de material sobre a produção. Outro ponto questionável é a falta de legenda em português (só tem em inglês).

- Embalagem: o BD segue na embalagem convencional, com capa que foi o cartaz do cinema e sem arte interna.

Avaliações do BD

- Som: * * * *
- Imagem: * * * * *
- Idiomas: * * *
- Extras: * *
- Filme: * * * * *

Conclusões

A falta de extras nos BDs já é de praxe da Imagem Filmes, empresa que detém direitos de algumas produtoras para produzir e distribuir mídias no mercado brasileiro. Apesar disso, “2 Coelhos” é um dos filmes mais cools produzidos no Brasil e é feito para ser apreciado em blu-ray, que traz detalhes que ficam espetaculares em TVs de LCD ou LED.

Ficha técnica

- Vídeo: 1080p Widescreen (16:9).
- Áudios: Português (DTS-HD MA 5.1 e 2.0 PCM stereo).
- Legendas: Inglês.
- Menu: Português.
- Distribuidora/Estúdio: Imagem Filmes.
- Extras: making of.

Outros filmes:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Críticas mais lidas